6 de setembro de 2011

E o vazio que me dá....

Segue aí mais uma indicação do Pluralina! A banda mineira Transmissor acaba de lançar seu segundo álbum, o Nacional. Depois do sucesso do Sociedade do Crivo Mútuo, de 2008, os mineiros divulgam agora esse trabalho de sonoridade vintage, antiga, brincando com guitarras e pedais dos anos 60 e intercalando vocal masculino, de Thiago Corrêa, e feminino, de Jennifer Souza! Os temas mais focados nas canções são Saudades e Despedidas.

E tudo isso a partir de uma produção independente. Para se ter acesso às faixas, é preciso mandar um e-mail para lojatransmissor@gmail.com dizendo quanto você gostaria de pagar. Em seguida, você recebe um e-mail para executar o pagamento através de cartão ou boleto e, assim que confirmada a transição, recebe-se o link para o download!
Vale a pena conferir e dar uma força aí para bandas independentes promissoras! ; )

E só para dar um gostinho:




31 de dezembro de 2010

Humpty Dumpty


Humpty Dumpty sat on a wall,
Humpty Dumpty had a great fall.
All the king's horses and all the king's men
Couldn't put Humpty together again.
(Mother Goose's Melody, 1803)


All of the king's horses
And all of the king's men
Couldn't pull my heart
Back together again
(Travis - The Humpty Dumpty Lovesong)


Caixa de Pandora/ Panaceia

Depois de tanto tempo no ostracismo, venho aqui anunciar a chegada de um novo ano!
E o motivo para a demora em publicar novamente é...Boa pergunta. Falta de tempo, assunto, motivação...
Engraçado...às vezes, na correria, ficamos imersos nas nossas obrigações, deveres e atividades e esquecemos de acompanhar e se dedicar à algumas coisas que outrora consideramos essenciais. Veja o noticiário, por exemplo... Quando deixamos de acompanhar um jornal, não percebemos imediatamente o que estamos deixando para trás...O tempo fica dedicado a coisas supostamente mais importantes. Quando voltamos a acompanhar, não entendemos como podemos passar tanto tempo 'alienados'. E qual o problema disso? Se nos informamos, lemos, vivemos, ficamos revoltados, pesquisamos, debatemos sobre notícias.....Nos dias seguintes elas já são mandadas pra debaixo do tapete...e poucos canais de mídia retomam posteriormente essas discussões às quais em um momento anterior foi dado tanto enfoque. Pois bem... e qual a diferença de se manter informado, qual a vantagem disso, em comparação com uma velha senhora, que não está nem aí para o que ocorre fora do seu território, colhe dia após dia suas maçãs amadurecidas no quintal e deita a cabeça no travesseiro satisfeita toda noite?
Taí.... Quando obtemos a informação nos sentimos parte, achamos que temos o controle, que realmente sabemos de tudo que ocorre, como ocorre e por quê ocorre....e tudo isso misturando notícia e formação de opinião própria. E qual o valor de tudo isso ? Conhecer, formar opinião, experiência, poder agir a partir do que se vê, conscientizar-se, disseminar? ...Não reparem o tanto de perguntas que faço aqui...não só nesse post, mas em todos...Elas estão aí, não para serem respondidas por mim (Quem me dera...!!). Porque eu não tenho respostas...tenho pontos de vista, opiniões passíveis de mudança ou só indagações mesmo.
Para pensarmos, para pensarmos...

Agora voltando... Ano Novo, 2011....Vambora!
É bom ter o encerramento de um ciclo. Poder começar de novo, ter inspiração e vontade para desenvolver novos planos, novas ideias, novos projetos...E aqui ainda nessa parte do hemisfério temos a sorte de iniciar o novo período em um verão ensolarado, estação ideal ao bom humor e motivação!
Baboseira achar que em virtude da mudança no calendário as coisas serão diferentes? Talvez...Mas e daí? Por que não achar mesmo? Acreditar, sonhar com isso, traçar novos objetivos....Mesmo que eles não sejam cumpridos, que é o que muitas vezes acontece...o fato de eles existirem, só por existir, já é ótimo. Uma motivação para se levantar todo dia da cama, não sentir o vazio. E valorizo, assim como o Ano Novo, tudo que promove a esperança...Desculpem-me o clichê, mas eu acredito mesmo. Ter esperança é fundamental...Exemplifico com os acontecimentos recentes no Rio, no combate unificado ao domínio nas favelas...Pode ser que tenha sido tudo espetáculo midiático? Pode. Pode ser que não adiante nada, que tudo volte como antes ? Sim. Mas que foi bonito e emocionante ver as bandeiras do Brasil e do Rio sendo hasteadas silenciosamente no Morro do Alemão, foi !...E os moradores com raros olhos esperançosos...E isso é indispensável à existência!

Bom, queridos...fico por aqui! Que ano que vem haja ainda muito espaço à criatividade, discussão e liberdade!
Pretendo escrever mais, trazer mais assuntos à tona e tentar escrever mais sobre política. Meta!

Um brinde a vocês, à família, aos amigos! Um brinde a 2010, ótimo ano, e um brinde a 2011!

E até ano que vem! ; )

Obs.: Posso deixar uma indicação para o começo do ano? O Segredo dos Seus Olhos. Filmaço.

11 de outubro de 2010

Some aWesome mUsic


SWU! Festival que nos últimos tempos ganhou rapidamente uma fama absurda! Lembro dos primeiros rumores! Ninguém sabia de nada direito. ‘Ah, vai ser um Woodstock brasileiro’... ‘Kings of Leon? De forma alguma’. ‘Regina Spektor? Nunca. ‘. ‘Combinar sustentabilidade com rock’n roll ? Acho que nem...’

Mas não é que deu certo? Taí! O Festival ocorreu, foi um evento gigantesco, de repercussão surpreendente e...vim aqui contar um pouco de como foi a minha experiência no dia 10/10/10:

Cheguei por volta das 17h. A entrada foi até que bem tranqüila. Já no estacionamento começavam as iniciativas sustentáveis ou lucrativas (pick one!): 3 pessoas no carro = R$ 100,00. Com 4 pessoas já baixava pra R$ 50,00! A tal Fazenda Maeda era um local bem bacana, rodeado de eucaliptos, com um ar meio exótico, europeu.

Depois de estacionar, tínhamos até a entrada principal uma caminhada de Compostela através de uma estradinha de terra no meio do absoluto nada. Interessantíssimo! E um frio, mas um frio. Calma! Ainda tinha um solzinho, era fim de tarde. Depois piora.

Na entrada checaram as bolsas e corpos . E, enfim, aí está o SWU. Um campo gi-gan-tes-co. Depois das catracas dávamos de cara com uma torre feita de latinhas e garrafas da Heineken e uma roda gigante movida a pedaladas. Havia também por perto um labirinto de lixo reciclável e uma escultura em forma de árvore bem engraçadinha.

Mais pra frente avistávamos o Palco Oi Novo Som e um traillerzinho da Oi que ficava transmitindo informações pela rádio dali. Impressionante como essa Oi FM cresceu e agora é idolatrada no âmbito cult, alternativo. Merecido, merecido.

Ah...falando em cult e alternativo: ou a galera entrou no clima do evento ou a galera pagou de alternativo ou o evento conseguiu reunir aqueles que exalam um estilo semelhante. Haja camisa listrada, quadriculada e colorida, viu! Era uniforme, traje obrigatório! Consegui ver 45689083 estampas diferentes. Mas, pra quem gosta, era não mais que perfeito. Sentir que todo aquele povo ali a sua volta curte o mesmo que você...sei lá! É muito bom...

Voltando. Continuando a caminhada pela imensidão via-se do lado do Palco Oi Novo Som a tenda Heineken onde tocava eletrônico. E continuando, agora em um círculo, havia os dois palcos maiores : Ar e Água onde se apresentavam as principais bandas.

Quando cheguei estava já no finalzinho do show do Capital Inicial. E eles até que mandaram bem no repertório, valorizaram um pouco as músicas mais antigas, do Aborto Elétrico, como Veraneio Vascaína e Fátima. Inteligentes! E Dinho Ouro Preto interagiu ainda em ‘Que País Ainda’ fazendo um protesto contra candidatos que ainda discutiam temas medievais nessas eleições (!).

Enfim...depois veio o Sublime With Rome. Confesso que não conhecia muito da banda não, mas tava até que gostoso escutar as batidas empolgantes e dançar ‘flutuando’. ‘Santeria’ foi, inevitavelmente, o ápice do show.

E o melhor ainda estava por vir. Eu, particularmente, estava muito mais sedenta pela Regina do que pelo Kings. E então chegou a vez dela: a russa erradicada nos EUA e nada menos que belíssima e fofíssima Regina Spektor. Nossa! Ela parecia tão pequena no meio daquela estrutura gigantesca. E olha que eu nem estava tão longe do palco, não. Mas aquilo tudo ali não combinava com a sua delicadeza e suavidade. E foi assim durante todo o show, como se ela fosse uma estranha ali no ninho. Ainda deixou-se a desejar em questão da altura do som: baixo demais.

Ela, em si, foi impecável. Uma graça, mesmo! Tentou interagir com alguns ‘obrigada’ e muitos sorrisos nos finais das canções. ‘Après Moi’, ‘Eet’, ‘On the Radio’, ‘That Time’ e ‘Fidelity’ foram as que mais empolgaram a plateia, que claramente não conhecia muito bem o repertório da cantora. Muitos só esperavam por aquela do ‘And it breaks my hea- ah –ah – ah –ah –art’. Eu, particularmente, gostei muito de ouvir ‘Dance Anthem...’ e principalmente ‘Us’. Só lamentei a ausência de ‘One More Time With Feeling’. Mas enfim...Regina fez bonito, fez sua parte! E só ela já valia o ingresso para mim, apesar de ainda achar que era o show certo para o local errado, de fato.

Saímos então correndo em direção ao outro palco para já garantir um lugarzinho para o show do Kings. Que bom que a maioria teve essa mesma idéia e quando chegamos lá já estava bem difícil de se infiltrar naquele mundo de gente. Pelo menos lá no meio estava quentinho, amenizando um pouco o desconforto proveniente daquele frio absurdo! Era impressionante mesmo. Já viram uma marcha de pingüins? Era exatamente isso que aquele amontoado de pessoas tremulando parecia! = )

Teve ainda o show da Joss Stone, que foi fantástica no quesito carisma e também tocou um som agradável, gostoso de ouvir. E depois veio a Dave Matthews Band, que contou com o apoio de uma ótima sonoridade, porque até eu que estava do outro lado do outro palco consegui escutar a brilhante apresentação e combinação perfeita dos mais fiversos instrumentos. Palmas, palmas, palmas!

Enquanto a multidão esperava ansiosamente pelo Kings of Leon e observava a estrutura própria, cheia de holofotes móveis, montada no Palco, ainda me aparece um indivíduo que vem-nos dizer que ‘Estamos em guerra! Em breve todos vocês que estão aqui hoje estarão em uma fila indiana atrás de um copo de água!’ Ok, ok, o Festival é de Sustentabilidade, nada contra as vinhetas do Jornal Nacional com desastres ambientais etc, mas peraí! O teor do discurso do cara foi inoportuno, agressivo demais e não combinava com o clima em que todos estavam no momento ali. Por isso, não demorou a ecoar o ‘Ei SWU, vai tomar no c*’.

Enfim....e que venha o Kings.

O show começou com ‘Crawl’ e depois a ótima ’ Molly’s Chambers’. Após umas 5 músicas já se via o desânimo da plateia. Aí que está! Muitos estavam ali esperando 1 música! Não preciso nem dizer qual é. E a banda não foi lá muito carismática também (e não que precise ser). Só sei que eu só tinha uma coisa, uma relevante coisa a perguntar: Por que diabos o som estava tão baixo???????? Meu Deus, não é tão difícil assim! Sei que há milhões de coisas com que se preocupar, como os tantos holofotes enferrujados com as luzes amarelas queimadas, criando um ambiente vintage. Mas de que adianta tudo isso se o som está baixo???? E o tipo de música do Kings ainda exige esse alto volume para não perder a qualidade. Da forma que estava, tudo parecia um chiado só. Poxa...a MÚSICA, por favor, é o mais importante!

Voltando...só sei que não havia um público devoto. Ou melhor, a devoção só se criou na hora de Use Somebody. E olha lá, em um coro contido.

As minhas partes preferidas foram ‘The Bucket’, ‘Sex On Fire’ , ‘Be Somebody’ e ‘Slow Night so Long’. Faltou , e faltou mesmo , ‘King of the Rodeo’.

E quando o show terminou a massa foi anormalmente embora sem reclamar.

No caminho de volta ao estacionamento (Catracas, Compostela etc) o frio era cortante. Sentia meu lábio rachar inteiro e tive de cobrir as orelhas para conter o vento gelado.

E chegando no carro: Ufa! Iríamos, cansados porém majoritariamente satisfeitos, para casa. Que nada! Pasmem: Mais 2h30 na fila de carros até a rodovia. Tava tudo muito organizado e dando certo para ser verdade! Paciência, paciência...

E uma avaliação final: Sim, mesmo com algumas críticas, valeu muito a pena. Fazer parte de um evento desses é uma experiência realmente incrível. Só de estar lá, na presença daqueles que cantam o que você repete e repete nos fones de ouvido, canções que te acompanharam por diversos momentos, que potencializaram, mudaram, influenciaram suas emoções...Sentir aquilo tudo vibrando bem abaixo dos seus pés: é música, é arte, é vida.

E que tenham ainda muitos e muitos SWU’s pela frente. E quem sabe no futuro, no septuagésimo SWU, poderemos olhar pra trás e dizer: ‘Sabe o Primeiro??? Pois é! Eu estava lá!’

6 de setembro de 2010

Passatempos

Brincando um pouco com as sensações...
Lugares.

  • Centro de São Paulo


  • Rooftop do Four Seasons, Mumbai
  • Havana, Cuba
  • Marina Bay Sands Sky Park , Cingapura

  • Grécia


  • Café em Paris


Imagens. Cada lugar desse merece o desejo de uma visita, mesmo que alguns pareçam inalcançáveis.
Mas além deles, passamos diariamente por paisagens que, se dessemos a devida atenção, acharíamos tão ou mais belas e significativas.

Repare, pare por alguns minutinhos, contemple silenciosamente e fotografe com os próprios olhos.

Até a próxima! ; )

26 de agosto de 2010

Attention, please!



`Atenção é um processo cognitivo pelo qual o intelecto focaliza e seleciona estímulos, estabelecendo relação entre eles`



Desde crianças choramos e esperneamos para conseguir um pouquinho de atenção.
A vontade de atrair essa atenção para si mesmo provém de um sentimento de vitalidade, ou seja, ao destacar-se o homem sente-se mais vivo, mais presente, mais histórico.

Daí pinta-se o cabelo com tinta pink, troca-se o cadarço branco por um verde limão, buscam-se objetivos, paga-se à mídia, aumenta-se o tom de voz. Atividades bem distintas com uma questão em comum: todas representam a vontade de ser o foco e, assim, sentir-se bem consigo mesmo.

Pagamos psicólogos para escutar minuciosamente nossos problemas, paranóias e reflexões por rigorosos 40 minutinhos, sem dispersões. Pagamos para ser o centro de atenções por ao menos um momento, tentando fazer com que alguém dedique seu tempo e esforço à análise e relação de relatos.

E mais: que homem ou mulher não gosta de saber que está sendo observado por uma pessoa de agrado quando realiza um grande feito, uma exibição, uma peculiaridade. Quando canta, quando conta uma piada e faz todos rirem?

E por que parece tão onírico e desejável para muitos aparecer na televisão e ser visto por um país inteiro?

Todos querem ser centrum, ter toda a luz voltada a si mesmo em algum momento. Conforme definição, para que haja uma atenção completa, é necessária a presença de dois fatores: o fisiológico e o motivacional. Sobre o segundo, para que focalizemos nossa atenção, precisamos de alguma motivação, ou seja, nosso grau de concentração depende da maneira que o estímulo é transmitido e o interesse que ele desperta no interlocutor. E aí está o problema: queremos a atenção para nós mesmos e não sabemos direcioná-la equilibradamente ao outro.

Perguntamos todos os dias no mínimo uns 15 'tudo bem?' sem ter o menor interesse em saber se tudo está, de fato, bem.

Escutamos nossos avós contando o que eles faziam quando tinham nossa idade, nossas mães desenvolvendo como foram seus dias e suas preocupações com algumas supostas banalidades. Escutamos nossos pais exaltando orgulhosamente um negócio que acabam de fechar.
Ouvimos, ouvimos...mas sem auscultar . Quando percebemos estamos exprimindo aquele famoso: 'Ahn...' de telefone e pensando na roupa que vestiremos mais tarde, nos afazeres de amanhã, na morte da bezerra.

E nos esquecemos que a principal parte da comunicação é saber prestar essa atenção. Interessar-se pelo o que o outro diz e não somente atentar às próprias opiniões, experiências e ficar ansiosamente esperando a sua vez de falar.

Não sei....talvez isso tudo seja explicado por teorias de características intrínsecas ao ser humano, sendo aqui a preocupação excessiva com o ego.

Que tal rebelar-se contra essas determinações? Nadar contra a corrente, ir na direção contrária, mudar o circuito, enfim, qualquer ditado popular serve.
Sair do conformismo, não aceitar essas imposições se houver discórdia...

Fica aí a sugestão...

E já chega de viajar por hoje, queridos!

Um pouco de atenção para si mesmo é legal, divertido e necessário. Mas fazer com que o outro sinta-se importante e auscultado é tão ou mais prazeroso ainda.

Até a próxima! And...

Soldier On!